Freguesia de Vermoil

Uma Aula diferente

Seguimos de autocarro, pelas 9 horas, junto da nossa Igreja de Vermoil, acompanhados pelo nosso Pároco, catequistas, e 51 crianças e adolescentes, do 4.º ao 10.º anos da nossa catequese.

Chegados a Fátima, fomos diretos à Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, e aí o Padre Orlandino, foi-nos dando as informações: o projeto foi concebido pelo arquiteto holandês Gerard Van Kriechen e continuado pelo arquiteto João Antunes. Em 13 de maio de 1928 foi benzida a primeira pedra pelo arcebispo de Évora, D. Manuel da Conceição Santos. A sagração foi a 7 de outubro de 1953. O título de "Basílica" foi-lhe concedido por Pio XII. O edifício, que mede 70,5 metros de comprimento e 37 de largura, foi construído totalmente com pedra da região (lugar do Moimento) e os altares são de mármore de Estremoz, de Pero Pinheiro e de Fátima. Lá dentro: os túmulos da Jacinta, Francisco e Lúcia.

Depois fomos passeando pela Colunata e sobre ela aprendemos que é o conjunto arquitetónico que liga a basílica aos edifícios construídos de cada lado do Recinto. Obra do arquiteto António Lino (1914-1961), é constituída por 200 colunas e 14 altares. Sobre as Estátuas da colunata, ficámos a saber que são dezassete estátuas feitas de mármore que encimam a Colunata. Representam santos portugueses, santos fundadores de congregações religiosas e outros apóstolos da devoção a Nossa Senhora, sendo todas da autoria de escultores portugueses. As estátuas maiores medem 3,20m e representam quatro santos portugueses: São João de Deus, São João de Brito, Santo António de Lisboa e São Nuno de Santa Maria.

Descemos ao recinto do Santuário, onde o Padre Orlandino nos falou sobre aquela Azinheira Grande que ali se encontra ao lado da Capelinha das Aparições. Esta árvore tem mais de cem anos e era a maior existente na Cova da Iria em 1917. Não foi sobre esta azinheira que Nossa Senhora apareceu, mas, por estar relacionada com as Aparições, foi a única que ficou de todo o conjunto que havia. Foi justamente quando passavam junto da "azinheira grande", como contava a Lúcia, que os Pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta viram pela segunda vez o relâmpago que precedeu a aparição de 13 de maio. Nos meses seguintes era à sombra da "azinheira grande" que os Três Pastorinhos rezavam o Terço com as pessoas que os acompanhavam, preparando-se para receber a visita de Nossa Senhora.

Depois parámos junto da Capelinha das Aparições, rezámos 2 Ave-marias, lembrando os nossos pais que deixámos em casa e ali o Padre Orlandino, foi-nos explicando que o pedestal, onde se encontra a Imagem de Nossa Senhora, marca o sítio exato onde estava a pequena azinheira (desaparecida devido à devoção dos primeiros peregrinos que a levaram, raminho a raminho), de um metro e pouco de altura, sobre a qual Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos em 13 de maio, junho, julho, setembro e outubro de 1917.

Houve de facto algumas informações que nos deixaram abismados de admiração, como esta: a Torre da Basílica é a torre sineira erguida ao centro, tem 65 metros de altura e é rematada por uma coroa de bronze de 7000 quilos, encimada por uma cruz iluminada que, de noite, se avista a longa distância.

Imaginem quantos são os Sinos!! O carrilhão é composto por 62 sinos. O sino maior pesa 3000 quilos e o badalo 90. O relógio é obra de Bento Rodrigues, de Braga.

E sobre Estátua do Imaculado Coração de Maria, ficámos a saber que no dia 13 de maio de 1958, foi inaugurada uma grande estátua do Imaculado Coração de Maria, colocada no nicho da fachada da Basílica no dia 13 de junho de 1959. Esta imagem, oferta dos católicos americanos, evoca o conteúdo da mensagem referente à devoção ao Imaculado Coração de Maria, a que Nossa Senhora aludiu nas três primeiras aparições da Cova da Iria e nas aparições de Pontevedra: a devoção dos cinco primeiros sábados, a consagração da Rússia e o triunfo do seu Imaculado Coração. 

A estátua do Imaculado Coração de Maria no nicho da torre tem 4,73 metros e pesa 14 toneladas.

E ficámos ainda a saber que na entrada do Santuário, do lado sul, encontra-se um monumento constituído por um módulo de betão do Muro de Berlim (começado a construir na noite de 12 para 13 de agosto de 1961 e demolido a partir de 9 de Novembro de 1989).

Esse bloco foi oferecido por intermédio do emigrante português na Alemanha, Sr. Virgílio Casimiro Ferreira, e aqui colocado como grata recordação da intervenção de Deus, prometida em Fátima, na queda do comunismo. Pesa 2600 quilos, mede 3,60m de altura e 1,20m de largura. O arranjo do monumento é do arquiteto J. Carlos Loureiro. Foi inaugurado em 13 de agosto de 1994.

Após toda esta aprendizagem, fomos descansadamente almoçar, nos jardins do Paulo VI.

À tarde, seguiu-se a visita ao museu dos Missionários da Consolata. Foi iniciado pela visualização de um filme sobre um povo índio, nas florestas da Amazónia, que muito tem sofrido e lutado pela sua sobrevivência, com a ajuda, a muita ajuda da Igreja, em especial, os Missionários. Os missionários ajudam estes povos, especialmente através da escola, ensinando-os a escrever e a falar uma língua. Tal aprendizagem tem-lhes permitido melhor comunicar os problemas que têm sofrido. Também lhes dão a conhecer a existência de Deus, e muito os têm ajudado a combater as doenças (através da vacinação), que entretanto receberam por causa do contacto com o “homem branco” e toda a poluição que ele trouxe. Depois no museu, encontrámos muitas peças usadas por aquele povo índio.

Depois voltámos ao autocarro, e fomos para Aljustrel. Ali visitámos as casas onde os Pastorinhos nasceram e viveram. Passámos pelos Valinhos, local da aparição de 19 de agosto e fomos à LOCA DO ANJO. Foi aqui que as crianças, Jacinta, Francisco e Lúcia, receberam a primeira e terceira visitas do "Anjo da Paz" (Primavera e Outono de 1916). Na 1ª Aparição, o Anjo ensinou a seguinte oração: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam".

Foi um dia fantástico! Já havíamos acordado com o Padre Orlandino, que faríamos um passeio a Fátima. Já está e está muito bem. De facto, já temos ido muitas outras vezes a Fátima, mas não desta forma: para conhecer Fátima.

Obrigada Padre Orlandino por nos ter permitido esta AULA sobre Fátima.

Do passeio ficou sem dúvida também muito CONVÍVIO.

Foi uma forma muito especial de começarmos o ano da catequese: "Aprender em concreto e conviver até à Amizade entre todos e por isso com Cristo."

 A catequese de Vermoil

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