Freguesia de Vermoil

Exposição de Pintura e Escultura "Entre Ser e Devir" na Sociedade Filarmónica Vermoilense

“Cada obra quebra o silêncio, levando o recetor a sentir de modo dissemelhante a sua voz que não se esgota no tempo. Uma obra artística experimenta-se a três sentidos, através de um empenho atento que ausculte as missivas que lhe estão adjacentes, conjugadas em perspetivas, os fluxos de tonalidades entre ser e devir.”

 A Sociedade Filarmónica Vermoilense e Ana Vale convidam para a inauguração da exposição de pintura, de essência abstracionista, e escultura, intitulada "Entre Ser e Devir". A sessão terá lugar na sede da Sociedade Filarmónica Vermoilense, no dia 29 de março, pelas 16 horas. Antes da inauguração da exposição decorrerá um concerto musical, coordenado pelo Maestro Paulo Clemente. A exposição decorrerá entre o dia 29 de março até ao dia 5 de abril.

A AUTORA E A SUA OBRA: EPÍTOME

 

Ana Vale nasceu em Nzagi (Lunda Norte) no ano da Revolução dos Cravos. Vive na cidade de Leiria desde 2002. Licenciada em Português - História, pela Faculdade de Letras da Universidade Católica Portuguesa, com o curso de Mestrado em Estudos Portugueses - Cultura Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, atualmente é Docente na Escola de Formação Social Rural de Leiria.

A autora descreve-se como um ser sensível, imperfeito, em contínua evolução e discreto. Nutre um grande interesse pela investigação literária e pela escrita, nos núcleos narrativo e poético. Colaboradora em jornais regionais e escolares, no ano de 2013 foi coautora e ilustradora da obra narrativa Silêncio Estrondoso.

Ana Vale estreou-se no palco da Arte muito cedo, um universo de interesse que, há cerca de três décadas, explora de modo ensaístico e/ou experimental. No ano de 2004 obteve o 1º Prémio Melhor Ilustração do III Concurso Nacional da Trofa, promovido pela Câmara Municipal da Trofa - Porto. Entre os anos 2004 e 2009 desenhou e ilustrou o suplemento mensal “Palmo & Meio” do Jornal de Leiria. No âmbito da pintura a difusão da sua obra conta com colaborações de teor nacional e internacional. Em Portugal a autora tem participado em exposições de pintura coletivas e individuais.

A sua obra na pintura é de registo abstracionista. O interesse pela escultura, com a intenção de materializar um projeto para mostra, foi estimulado pela talentosa artista plástica e atriz Sandrine Cordeiro.

A Exposição de Escultura - Lusos conta com obras que constituem o início de um cunho escultural inédito que a autora poderá continuar a desenvolver.

O percurso destas esculturas é iniciado na presente mostra como uma homenagem da autora ao Maestro Paulo Clemente, por saber que crê na sua expressão, por lhe ter lançado o retro de apresentar uma parte do percurso da sua obra plástica em Vermoil e por reconhecer nele um carácter profissional prodigioso e um enérgico potencial criativo inato. A representação de Lusos destina-se a enaltecer a comunidade portuguesa, uma comunidade que tem alma de água, mais salgada do que doce, e o corpo mergulhado na terra. A terra, materializada nas esculturas em pedra no seu estado bruto, é a base que sustenta o corpo do homem, o qual dela emerge como a espuma marítima emerge no areal.

À semelhança de muitos outros criadores portugueses, Ana Vale percorre as vielas culturais em contra mão, sem se deixar influenciar por tendências vigentes, forçadas. O seu instinto artístico encontra-se inerente a um espírito inconformado que se preocupa com tudo o que a rodeia e que capta com uma sensibilidade ténue, capaz de registar o real para além do que a aparência objetiva denuncia.

A sua obra, em sentido lato, é considerada como expressão interventiva de ação social, através de uma crítica silente.

Temendo a efemeridade, a autora assemelha a sua vida a um vasto oceano: valioso no que tem de bom e abundante no que tem de infortúnio. Umas vezes, sente-se à deriva, insatisfeita, com o céu como teto e outras sente-se aconchegada e serena tendo como chão o fundo do mar.

Admira a beleza do sol e a da lua, reconhecendo o lado sombrio de cada um dos distintos elementos, pois um dia só é completo aquando ambos se afiguram no horizonte, de modo disciplinado e misterioso.

EXPOSIÇÃO DE PINTURA E ESCULTURA "ENTRE SER E DEVIR"

29’março a 5’abril de 2014 - Vermoil - Sociedade Filarmónica Vermoilense

Porque a arte vem até nós, não deixe de visitar a exposição de Ana Vale!

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