Freguesia de Vermoil

Cuidado com as burlas - Conselhos da GNR

A Guarda Nacional Republicana levou a cabo a operação “Idosos em Segurança” com o intuito de partilhar alguns conselhos com as pessoas mais idosas. No domingo, dia 13 de outubro, decorreram duas sessões de esclarecimento – uma nos Matos da Ranha e a outra em Vermoil. No domingo seguinte, a Ranha de São João foi o palco da palestra da GNR, numa parceria com a Paróquia de Vermoil que cedeu o espaço para a iniciativa e com a Freguesia de Vermoil que apoiou com a impressão dos desdobráveis informativos a serem distribuídos a quem participou.

 A GNR deixa alguns conselhos muito importantes:

  • Não confie em ESTRANHOS bem falantes ou cheio de boas intenções, nem forneça qualquer informação, pois hoje em dia ninguém dá nada a ninguém.
  • Não ande com MUITO DINHEIRO e evite o uso de OBJECTOS DE VALOR, de carteiras na mão ou no bolso, de forma visível.
  • Desconfie de ESQUEMAS que lhe ofereçam DINHEIRO FÁCIL.
  • Todos os funcionários da Água, Luz, CTT, Segurança Social e Bancos, estão bem identificados e normalmente são seus conhecidos. VERIFIQUE sempre o NOME e FOTOGRAFIA. Em caso de dúvida não os deixe entrar em casa.
  • Não demonstre estar SOZINHO, mesmo que não esteja ninguém em casa, chame por um familiar próximo, isso afasta qualquer burlão.
  • Procure cultivar relações de boa vizinhança. O APOIO mútuo ENTRE VIZINHOS de confiança pode ajudar em situações duvidosas.
  • Não forneça qualquer informação sua, de vizinhos ou de conhecidos a estranhos, pois poderá ser usada para a prática de outras burlas.
  • Procure cultivar relações de boa vizinhança. O apoio mútuo entre vizinhos de confiança pode ajudar em situações duvidosas ou de emergência.
  • Na rua transporte consigo apenas o dinheiro necessário. Evite usar objectos de valor, carteiras na mão ou no bolso, de forma visível.
  • Tenha sempre à mão os números de telefone para poder comunicar com alguém, principalmente com a GNR.

Como agir se confrontado com este tipo de situação?

  • Se for ameaçado ou agarrado, procure chamar a atenção gritando
  • Mantenha sempre a calma, não se precipite, não mostre sinais de nervosismo e tente anotar a matrícula, marca e modelo do veículo
  • Memorize o número de indivíduos e sua descrição física (altura, sexo, raça, cabelo, cor olhos, bigode, barba, óculos, etc.), bem como vestuário (tipo de roupa, cores, etc.)
  • Atente ainda nos sinais particulares (tatuagens, sinais, «piercings», deficiências, etc.) , na pronúncia e/ou nacionalidade.
  • Apresente a sua queixa imediatamente.

 Como atuam os burlões?

O modo de atuação destes indivíduos é simples e eficaz: são pessoas bem vestidas (fato e gravata), com voz calma e afável e com uma conversa muito convincente e cativante, que leva as vítimas a fazer aquilo que não querem. Uns afirmam ser da Segurança Social e pretendem ajudar os idosos a trocar o dinheiro, uma vez que as notas perderam a validade ou vão sair de circulação. Outros dizem que são funcionários do banco e que estão ali para substituir o cartão Multibanco velho por um novo. Após terem o cartão na sua posse, pedem o respetivo código e fogem. Existem também os que se apresentam como familiares e, justificando a sua aproximação com a entrega de encomendas, solicitam dinheiro em troca. Também é frequente os burlões informarem a vítima que ganharam um chorudo prémio ou que possuem poderes curativos e de bruxaria que afastam todo e qualquer mal das vítimas.

Há ainda, os denominados “contos do vigário”, entre os quais o praticado por duas pessoas (o burlão e o cúmplice). Neste exemplo o burlão aborda as vítimas dizendo que procura alguém que era muito amiga do seu pai, pessoa bastante rica e que se encontra bastante doente quase a morrer. A pessoa abordada (normalmente idosa) responde que não conhece, e é nesta altura que surge o cúmplice (que parece não ter nada a ver com o primeiro) que diz ter conhecido a pessoa procurada mas que já faleceu há uns anos e prontifica-se a ajudar.

O burlão então diz que pretendia entregar uma quantia elevada em dinheiro a essa pessoa, mas como ela faleceu, propõe então entregar parte desse dinheiro a uma Instituição de Solidariedade Social e dividir o restante pela vítima e pelo cúmplice como recompensa de o terem ajudado a cumprir a última vontade do seu pai.

Em seguida diz à vítima que para receber esse dinheiro a mesma terá de provar a sua idoneidade (sempre a pedido do seu pai) mostrando que possui a mesma quantidade em dinheiro vivo daquela que vai receber e entregá-la ao burlão. O cúmplice concorda de imediato e dispõe-se a mostrar o seu dinheiro e, para isso, vai a uma agência bancária onde efetua um levantamento fictício para entregar ao burlão um embrulho, supostamente, com dinheiro, induzindo a vítima a fazer o mesmo.

A vítima com a ambição de ganhar aquele dinheiro fácil acede e levanta a quantia acordada que, normalmente, entrega ao primeiro burlão como prova da sua idoneidade.

Nesta altura com a presença do dinheiro o burlão faz uma exigência para que aquele acordo fique escrito em papel de 25 linhas (exigência do seu pai) e pede à vítima para ir comprar essa folha a uma papelaria. Quando esta acede ao pedido, os burlões aproveitam para fugir com o seu dinheiro. Quando não se conseguem livrar da vítima, rapidamente arranjam maneira de trocar o seu dinheiro, e sem esta se aperceber substituem a pasta com o dinheiro por outra igual, mas só com papéis, ficando a vítima desta forma sem o dinheiro.

Esta campanha é essencialmente dirigida aos seniores, sendo que a maior parte da população alvo não tem acesso à internet, por isso se solicita aos filhos e netos que transmitam esta informação estes conselhos tão úteis e pertinentes.

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