Freguesia de Vermoil

João de Barros (1496 - 1570)

1496 – João de Barros nasceu, possivelmente, em Viseu ou em Braga, filho de Lopo de Barros, corregedor da comarca do Alentejo, considerado um nobre da época. Ficou órfão muito novo sendo educado na corte de D. Manuel I, no período dos Descobrimentos Portugueses, tendo ainda, na sua juventude, concedido a ideia de escrever uma história dos portugueses no Oriente. A sua prolífica (produtiva) carreira literária iniciou-se quando tinha pouco mais de 20 anos ao escrever um romance de cavalaria a “Crónica do imperador Clarimundo, donde os reys de Portugal descendem”, dedicado ao soberano e ao príncipe herdeiro D, João (futuro rei D. João III).

1521 – D. João III subiu ao trono e concedeu a João de Barros o cargo de capitão da fortaleza de São Jorge da Mina para onde partiu no ano seguinte.          

1525 – João de Barros foi nomeado tesoureiro da casa da Índia, missão que desempenhou até 1528.

1530 – A peste assolou Lisboa levando João de Barros a refugiar-se na sua quinta da ribeira de Alitém, próxima de Pombal, evitando as consequências do terramoto de 1531 que destruiu a capital. Foi neste ambiente calmo, da quinta de Alitém, que continuou a escrever as suas biografias.

1532 – João de Barros regressou a Lisboa sendo designado pelo rei como feitor das casas da Índia e de Mina -uma posição de grande destaque, mas também de importante responsabilidade numa Lisboa que era então um empório a nível europeu com todo o comércio estabelecido com o Oriente. Barros provou ser um administrador bom e desinteressado, algo raro para a época, demonstrado pelo facto de ter amealhado pouco dinheiro ao contrário dos seus antecessores que haviam adquirido grandes fortunas com este cargo.

1534 – D. João III, Procurando atrair colonos para se estabelecerem no Brasil, evitando assim as tentativas de penetração francesa, dividiu em capitanias hereditárias. No ano seguinte, Barros foi agradecido com a posse de duas capitanias, de parceria com Aires da Cunha, o Ceará e o Pará.

1539 - Barros prepara uma armada de dez navios e 900 homens e zarpou para novo mundo. Mas, devido talvez à ignorância dos seus pilotos, a frota não atingiu o objectivo pretendido tendo andado à deriva até aportar às Antilhas espanholas. Demonstrando um grande humanismo, pagou as dívidas dos que haviam falecido na expedição, acto nada comum para a época, que levou Barros a criar grandes problemas financeiros com os quais teve de lidar até ao fim da sua vida, vendo-se mesmo obrigado a hipotecar parte dos seus bens.

1540 – Barros pede licença ao Bispo de Coimbra, D. Jorge de Almeida, para levantar o altar na capela se Sto. António na sua quinta. Durante estes anos Barros prosseguiu os seus estudos, nas horas vagas, e pouco depois da desastrosa expedição ao Brasil, publicou a Gramática da Língua Portuguesa e, a acompanhá-la, diversos diálogos morais, para ajudar ao ensino da Língua materna. Pouco depois iniciou a escrita de uma História que narrasse os feitos dos portugueses na Índia – as Décadas da Ásia. A Quarta Década foi deixada inacabada, sendo depois completa e publicada em Madrid, em 1615, muito depois da sua morte.

1568 – No mês de Janeiro deste ano, João de Barros sofreu de um acidente vascular cerebral sendo, por isso dispensado das suas funções na casa da Índia, recebendo um título de fidalguia e uma tença régia do rei D. Sebastião.

1570 – A 20 de Outubro deste ano João de Barros faleceu na sua quinta de Alitém, em Pombal.

Foi sepultado na capela de Sto. António, situada na quinta dos Claros, na ribeira de Alitém pertencente à freguesia de Vermoil, conselho de Pombal, onde também se encontra a casa que se diz lhe pertencer onde ele terá passado parte da sua vida.

Carlos José Mendes dos Santos (Secretário da J.F.V.)

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